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Brasileiroa estão entre os que mais compartilha senhas pessoais

15 de Junho de 2015

Brasileiros entre os que mais compartilham senha

Metade dos entrevistados sabe a senha do e-mail ou computador de casa. Já a do celular é compartilhada por 35% dos entrevistados no Brasil.

Uma pesquisa feita em cinco países mostra que o brasileiro é quem mais compartilha senhas pessoais - do celular, das redes sociais e até do banco - com a mulher ou com o marido. Compartilha, mas não confia tanto assim: a maioria tem medo de se arrepender. É uma prova de confiança muito grande, mas e se o relacionamento acabar? O medo das pessoas é que alguma mensagem ou imagem confidencial seja divulgada indevidamente.

“Compartilhamos senha de rede social, de tudo. Computador, celular, banco, tudo”, conta Célia.

A relação de confiança de Adonias e Célia não é exceção: o brasileiro é mesmo um povo que gosta de dividir senhas. Uma empresa de tecnologia de segurança fez uma pesquisa em cinco países e descobriu que o brasileiro é quem mais tem acesso às senhas pessoais dos parceiros: 76% compartilham as das redes sociais.

“Nunca vi algo que não devia, porque acabo que nem entro. Eu tenho, mas até esqueço disso”, conta a estudante de medicina Pamela Viterbino.

Metade dos entrevistados sabe a senha do e-mail ou computador de casa, e nem no trabalho há privacidade: de cada quatro brasileiros um sabe a senha computador que fica no escritório do parceiro. E a do celular? Essa é compartilhada por 35% dos entrevistados no Brasil.

Agora Daniel Mano Santos não tem mais acesso ao telefone de Juliana. “O celular dela agora tem uma tecnologia que precisa de impressão digital, então, essa não tem como resolver.

Essa eu estou sem acesso”, conta.

“Não foi de propósito, foi da empresa, eles cadastraram assim, ficou assim”, brinca Juliana.

Não é porque os brasileiros dividem as senhas que estão despreocupados com vazamento de conteúdo. De cada 10 entrevistados, oito disseram que temem que fotos e mensagens comprometedoras sejam compartilhadas sem permissão.

O especialista em segurança na internet Thiago Hyppolito diz que antes de se arrepender, o melhor é não compartilhar senhas. “Tem um ditado que diz: senha é igual a escova de dente, não pode emprestar para ninguém e tem que trocar de tempos em tempos. As pessoas esquecem de trocar as senhas. Então você empresta a sua senha hoje, daqui a dois ou três anos o relacionamento acabou, então, a pessoa ainda tem a sua senha, e você fica exposto, essa pessoa está bisbilhotando a sua vida, mesmo, depois que o relacionamento foi encerrado”, explica.

Lívia Fernandes Gontijo confessa: já teve as senhas de um antigo namorado, e diz que não usava isso para vasculhar a vida dele, mas não é o que as amigas fazem. “O que acontece é que elas são xereteiras, mesmo, e ficam mexendo, e querem descobrir e-mail, e já descobriu traição de até de ex-namorado, tudo porque mexem em e-mail, eu falei: ‘Então, não fica procurando, quem procura acha’”, afirma.

A pesquisa ainda perguntou para os brasileiros o que o parceiro encontraria se entrasse nos dispositivos móveis, como celulares e tablets: 76% disseram que encontrariam principalmente mensagens de amigos e da família. Agora, 23% confessaram que a surpresa do parceiro não seria nada boa: eles guardam mensagens e e-mails de paqueras com outras pessoas.

Bom Dia Brasil

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Fabiano
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