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Ao falar na Casa Branca horas após a consolidação do acordo, Obama disse que nenhum acordo é perfeito, inclusive este e que negociações envolvendo quase 200 países são sempre desafiadoras

13 de Dezembro de 2015

Acordo do Clima em Paris envolve quase 200 Países

Presidente dos EUA completou discurso dizendo que 'esse acordo representa nossa melhor chance de salvar o único planeta que temos'

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama chamou o acordo climático alcançado em Paris de forte e histórico, afirmando que ele é a melhor chance de salvar o planeta dos efeitos das mudanças climáticas.

"Hoje, o povo americano pode ficar orgulhoso, porque esse acordo histórico é um tributo à liderança americana. Nos últimos sete anos, nós transformamos os Estados Unidos num líder mundial na luta contra as mudanças climáticas", afirmou o presidente.

Ele disse que o acordo mostra o que é possível fazer quando o mundo inteiro se une. "Esse acordo representa nossa melhor chance de salvar o único planeta que temos", completou.

Ao falar na Casa Branca horas após a consolidação do acordo, Obama disse que "nenhum acordo é perfeito, inclusive este", e que negociações envolvendo quase 200 Países são sempre desafiadoras.

"Mesmo que todos os objetivos iniciais estabelecidos em Paris sejam alcançados, só teremos traçado apenas parte do caminho para a redução de carbono na atmosfera", disse.

O presidente americano fez do combate às mudanças climáticas uma das prioridades de sua presidência, mas encontrou resistência ferrenha nos Republicanos do Congresso.

O republicano Jim Inhofe, um cético quanto ao aquecimento global, que dirige o Comitê do Meio Ambiente e de Trabalhos Públicos, disse que o acordo climático "não é mais significante aos EUA" do que o Protocolo de Kyoto, de 1997, o último grande acordo climático.

Diferente do pacto de Kyoto, estabelecido durante a presidência de Bill Clinton, o acordo de Paris não será um tratado legalmente vinculante, o que certamente o impediria de ser aprovado pelo Congresso americano.

O sucessor de Clinton na Casa Branca, George W. Bush, afirmou que o pacto de Kyoto dava descontos a grandes nações emergentes como a China e Índia, e custaria empregos americanos. Mesmo após assinar o tratado, Washington nunca o ratificou.

"A liderança do Senado sempre foi clara quanto ao fato de que os EUA não são legalmente obrigados por nenhum acordo que estabeleça metas de emissões ou qualquer acordo financeiro sem a aprovação do Congresso", disse Inhofe.

Além de Inhofe, poucos Republicanos deram sua opinião sobre o acordo.

Anteriormente, o candidato Republicano favorito à presidência duvidou da ciência que liga o aquecimento global às emissões de carbono, dizendo que a temperatura do mundo "sobe e desce".

A candidata Democrata favorita à presidência Hillary Clinton emitiu uma declaração pelo Twitter aplaudindo o acordo e rebatendo seus críticos. "Nós não podemos nos dar o luxo de sermos atrasados pelos céticos quanto às mudanças climáticas ou barrados pelos derrotistas que duvidam da habilidade da América de cumprir esse desafio", afirmou, prometendo fazer da mudança climática uma de suas prioridades, se eleita presidente.

Raul Grijalva, o líder Democrata no Comitê de Recursos Naturais da Casa, pediu urgência do Congresso, dominado por Republicanos, para dar fundos e apoio ao acordo de Paris. "Pessoas demais passaram carreiras inteiras fingindo que as mudanças climáticas são uma farsa disseminada por grupos de meio ambiente escusos e pesquisadores maquiavélicos", disse. " O povo americano sabe que este não é o caso".

Reuters

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Fabiano
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