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Corte de árvores oriundas da Mata Atlântica e da Caatinga deve obedecer à legislação ambiental e os procedimentos para autorização formal

21 de Junho de 2016

Fogueiras juninas: tradição pode gerar danos ambientais

Supressão de árvores nativas sem autorização configura crime ambiental

Em muitas regiões do Nordeste brasileiro, diversas famílias mantêm a tradição de acender fogueiras durante o período dos festejos juninos. No entanto, o uso indiscriminado da vegetação para fazer as tradicionais fogueiras de São João é uma preocupação para os órgãos ambientais, já que a extração e queima da madeira colaboram para a degradação ambiental.

A equipe do setor de Gestão Florestal do Instituto do Meio Ambiente (IMA) alerta sobre o uso de madeiras nativas para a produção de fogueiras no mês de junho. O corte de árvores oriundas da Mata Atlântica e da Caatinga deve obedecer à legislação ambiental e os procedimentos para autorização formal, para não configurar crime.

Segundo, Luise Andrade, engenheira florestal e consultora do IMA, o corte de árvores nativas passa por procedimentos específicos, como o cadastro no site do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a solicitação de uma autorização de supressão de vegetação no IMA.

A engenheira recomenda a utilização de madeira originada de podas de árvores exóticas, como algaroba e sabiá, ou de árvores nativas que tenham sido retiradas com autorização dos órgãos ambientais. Luise Andrade explicou ainda que, para a poda dos galhos secos, não é necessária a autorização, mas adverte que sejam tomados os devidos cuidados para evitar incorrer em crime ambiental.

Elayne Pontual
Agência Alagoas

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Fabiano
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