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Psicólogo Amilton Júnior fala sobre consume de crack e dependência química

02 de Outubro de 2017

Psicólogo alerta para riscos associados ao consumo de crack

Exposição fotográfica conta a história de superação de diversos dependentes químicos

O consumo e abuso de substâncias entorpecentes é um grande problema no Brasil, atingindo jovens e adultos. O crack, por exemplo, chegou a ser considerado uma "droga de rua", mas o perfil dos usuários colocou abaixo a ideia de que apenas moradores de rua e pessoas em situação de miséria consomem a droga. Atualmente, ele atinge todas as camadas da sociedade.

O uso habitual destas substâncias provoca dependência e uma série de efeitos, físicos e psicológicos. A maioria das pessoas não consegue deixar a dependência por conta própria e necessita de ajuda profissional.

De acordo com o psicólogo e especialista em dependência química, Amilton Júnior, os dependentes químicos iniciam usando álcool e maconha para se divertir uma vez. “Com o passar do tempo, vai usando pouco mais. Chega um momento que resolve experimentar o crack porque é o produto que está se apresentando no momento”, disse.

Ele explica ainda que a droga, pela forma como age no organismo e pelas sensações que causa, faz com que o usuário queira cada vez mais. A repetição não demora a se tornar dependência.

Foto: Ascom/Seprev

“O crack tem uma absorção ultrarrápida no organismo e produz sensação, no início, de grande êxtase, satisfação e bem-estar, principalmente, porque afasta a pessoa das preocupações. A sensação é tão forte e o efeito tão rápido que a pessoa imediatamente quer repeti-lo”, explica Amilton Júnior.

O psicólogo afirma ainda que o uso da droga pode provocar transtorno bipolar, resultado do mecanismo de rápida e intensa euforia, logo após o uso da droga, que logo é substituída pela depressão, quando o usuário está em abstinência.

Visando alertar sobre estes riscos a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), por meio da sua Rede Acolhe, tem um vasto cronograma de ações para conscientizar a população, além de acolher os dependentes químicos para tratamento voluntário.

“A boa notícia é que os quadros costumam ser tratáveis, com suporte psicológico e social. O dependente precisa de apoio familiar e de novas oportunidades pra seguir em frente após o tratamento”, enfatizou Amilton Júnior.

Dia Estadual de Combate ao Crack

O dia 30 de setembro é marcado, em Alagoas, pelo Dia Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Crack. Para isso, a Seprev realizou, durante toda a semana, uma vasta programação que contou com uma exposição fotográfica que contou a história de superação de diversos dependentes químicos e uma caminhada na orla de Maceió, que visou chamar a atenção da população para o tema.

Cerca de 300 pessoas participaram, na manhã de sábado (30), na orla de Ponta Verde, em Maceió, da caminhada Todos Contra o Crack. Os participantes se concentraram na praça Gogó da Ema e seguiram até a praça Multieventos, na Pajuçara. O evento foi organizado pela Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) em decorrência do Dia Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Crack, celebrado no dia 30 de setembro.

Victor Brasil
Agência Alagoas

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Fabiano
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