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Cícero Santana
Reunião da Braskem com a comunidade do Pontal e do Trapiche

28 de Janeiro de 2018

Braskem assume erro no vazamento da fábrica

Empresa reúne comunidade para assumir erro de comunicação no vazamento causado no dia 11

A Indústria Braskem reuniu integrantes da Apell das comunidades do Pontal da Barra e Trapiche, para reconhecer o erro pela falta de comunicação quando do vazamento causado na noite do dia 11 deste mês e que causou transtorno a população. De acordo com moradores, muitas pessoas foram afetadas pelo vazamento de cloro, mas nenhuma em estado grave..

A reunião foi realizada no auditório localizado no Cinturão Verde. O encontro foi presidido pelo diretor Institucional da Braskem, Milton Pradine. No entanto, ele teve que se ausentar para participar de uma outra reunião com integrantes do Corpo de Bombeiros.

Paulo Tibana, diretor operacional, Régia Melo, assessora da direção, José Augusto Dantas, e representantes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil do Estado e do Município, também participaram da reunião, além dos representantes da Apell, das comunidades do Trapiche e do Pontal da Barra, sob a coordenação de Linice.

Depois de fazer uma explanação sobre o acidente que foi resolvido em dois minutos, Pradine agradeceu a participação voluntária dos que integram a Apell, pediu desculpas pelo transtorno causado às duas comunidades localizadas no entorno da planta e garantiu corrigir a falta de comunicação entre a indústria e a população, em caso de acidente.

TRANSTORNO

Falando aos representantes das comunidades do Trapiche e do Pontal da Barra, o diretor operacional da Braskem, baiano de Salvador, há 30 anos residindo em Alagoas, também reconheceu a falha na comunicação e explicou que foi acionado uma célula que estava desativada e que causou o vazamento de cloro, mas que foi controlado em dois minutos com o desligamento da célula.

Segundo ele, o gás que chegou a comunidade foi de pequena proporção já que foram poucas a sentirem o cheiro forte do cloro. A reunião foi para explicar aos integrantes da Apell, as medidas de prevenção, através da melhoria da comunicação entre os representantes da Apell e as comunidades.

​Na próxima reunião do grupo com a cúpula da indústria, deverá ser apresentado o estudo da implantação imediata de ações que venham impedir transtorno nas comunidades do entorno.

A moradora do Pontal, Rosilda dos Santos, integrante da Apell presente na reunião, ao fazer uso da palavra, disse do sofrimento que passou com o forte cheiro de cloro, que ardeu sua garganta e olhos. "Fiquei desesperada, vocês não sabem porque não moram no Pontal", disse ela, referindo-se às pessoas presentes ao encontro e que não residem no Pontal.

Rosilda destacou a preocupação da indústria através das ações realizadas na comunidade; e espera que os projetos de proteção às comunidades do Trapiche e do Pontal sejam colocados em prática. Ela também concorda que houve falta de comunicação o que deixo as pessoas atingidas pelo cloro desesperadas.

CONFIANTE

A moradora destacou a importância da reunião e disse que melhorar a comunicação entre os coordenadores da Apell e a população vai evitar pânico. "Nem todo mundo possui o Zap, então temos que encontrar mecanismos para impedir esses transtornos", disse ela.

"Estou confiante que tudo quanto foi discutido nessa reunião seja colocado em prática, para o bem das comunidades do Pontal e do Trapiche da Barra", concluiu Rosilda, destacando a importância da rapidez das informações sobre qualquer tipo de sinistro envolvendo a unidade industrial.

Cícero Santana
Repórter

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