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Leo Franco/AgNews
Acadêmicos do Tatuapé é bicampeã do Carnaval de São Paulo

15 de Fevereiro de 2018

Acadêmicos do Tatuapé é bicampeã em São Paulo

Taça só foi garantida na apuração da última nota do último jurado

A Acadêmicos do Tatuapé é bicampeã do carnaval 2018 de São Paulo. O título só foi garantido na apuração da última nota do último jurado, e pelos critérios de desempate: a escola ficou com a mesma pontuação da Mocidade Alegre, Mancha Verde e Tom Maior (270 pontos), mas teve melhor desempenho no quesito alegoria. Unidos do Peruche e Independente Tricolar foram rebaixadas.

Muito emocionado, Eduardo dos Santos, presidente da agremiação, defendeu o mérito da vitória e agradeceu os integrantes da escola.

"Esse é um trabalho da nossa comunidade, do nosso time, do nosso povo. Nós somos merecedores, nós trabalhamos muito para isso. Acho que a gente fez um belo trabalho, vamos comemorar, eles merecem todo nosso carinho e nosso amor", disse.

Bicampeã de SP, Acadêmicos do Tatuapé misturou samba e reggae e se deu bem.

A escola da Zona Leste conquistou o segundo título da sua história com um desfile que contou a história e tradições do Maranhão. Saiba mais sobre o desfile da Acadêmicos do Tatuapé.

O G1 acompanhou ao vivo a cobertura da apuração das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo (veja como foi aqui). A apuração das notas aconteceu na tarde da última terça-feira (13/02), no Anhembi, na Zona Norte da cidade.

Com exceção de uma nota 9,9 de um jurado em samba-enredo, a Acadêmicos dos Tatuapé recebeu nota máxima em todos os quesitos. A disputa, no entanto, foi apertada, com várias escolas se revezando na liderança. A Tatuapé só assumiu a ponta na abertura das notas do 7º quesito: alegoria.

Apesar de ter ficado empatada com outras três escolas, a Tatuapé ganhou por conta dos critérios de desempate. Em sorteio, ficou definido que em caso de empate, valeria o número de pontos nos quesitos, pela ordem: mestre-sala e porta-bandeira, harmonia e alegoria.

A Independente perdeu 1,2 ponto por causa de um problema que teve com um dos carros alegóricos, que precisou ser puxado por uma empilhadeira durante o desfile. A punição, no entanto, não influenciou no rebaixamento da escola, já que sua pontuação foi a mais baixa mesmo sem o desconto.

Atingida por um incêndio, a Acadêmicos do Tucuruvi desfilou, mas não foi julgada. Ela permanecerá no Grupo Especial. Acadêmicos do Tucuruvi, vítima de incêndio em janeiro, não foi avaliada.

A Águia de Ouro foi a campeã do Grupo de Acesso, seguida por Colorado do Brás. As duas escolas sobem para o Grupo Especial em 2019 no lugar de Independente e Peruche, que caíram.

DESFILE DAS CAMPEÃS

A escola campeã, a vice, a terceira, quarta e quinta colocadas do Grupo Especial vão participar do Desfile das Campeãs na sexta-feira (16/02), junto com a campeã e vice do Grupo de Acesso.

Irão desfilar: Tatuapé, Mocidade, Mancha Verde, Tom Maior e Dragões da Real, Águia de Ouro (campeã do Grupo de Acesso) e Colorado do Brás (vice do Grupo de Acesso).

HOMENAGEM AO MARRANHÃO

A escola da Zona Leste apostou neste ano em um desfile tradicional que aconteceu sem imprevistos e agradou pelo samba-enredo potente. Veja letra de samba-enredo da Acadêmicos do Tatuapé.

Um dos destaques foi a bateria, que interagiu com os integrantes fazendo "apagões": os instrumentos davam trégua, e a escola podia cantar o samba.

O carnavalesco Wagner Santos estreou na Tatuapé desenvolvendo um enredo que conhece bem, já que é maranhense. A escola levou para a avenida 3,2 mil integrantes em fantasias luxuosas, alas coreografadas e alegorias gigantescas.

A Tatuapé entrou no Anhembi "navegando" com uma ala que representava o mar e as caravelas dos portugueses. Na sequência, alas e carros mostraram a culinária, a história e a natureza do Maranhão.

A escola conseguiu economiza mais de R$ 600 mil, com a reciclagem de fantasias do desfile do ano passado.

Bateria da Tatuapé simboliza os blocos tradicionais maranhenses

SAMBA COM REGGAE

A Acadêmicos do Tatuapé ainda apostou em uma bossa ao ritmo de reggae, muito popular no Maranhão, e em carros alegóricos que mostravam a culinária, a história e a natureza desse estado do Nordeste do Brasil.

A bicampeã do carnaval de São Paulo é a única escola a contar com um "rei de bateria", Daniel Manzioni. Este ano ele foi coroado o "rei eterno" da escola durante o desfile no Sambódromo.

Priscila Araújo é primeira princesa e Andréa Capitulino é rainha de bateria da Tatuapé

Comissão de frente da Tatuapé representa encontro de franceses com índios no Maranhão.

Samba enredo da Tatuapé faz homenagem ao Maranhão

Fantasia da rainha de bateria da Acadêmicos do Tatuapé custou R$100 mil. Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Tatuapé representam a Canção do Exílio. Acadêmicos do Tatuapé levou para avenida carro que mostra as lendas do Maranhão.

TRAJETÓRIA DA ESCOLA

Em 2017, a escola foi campeã com o enredo: "Mãe-África conta a sua história: Do berço sagrado da humanidade ao abençoado menino da terra do ouro". No ano passado, a escola ficou com a mesma pontuação da Dragões da Real (269,7 pontos), mas teve melhor desempenho no quesito samba-enredo e levou o título.

A Acadêmicos do Tatuapé retornou ao Grupo Especial em 2013. A agremiação foi fundada em 1952 e está sediada na Rua Melo Peixoto, no bairro de mesmo nome. O primeiro título chegou após 5 anos seguidos desfilando no Grupo Especial. Em seu retorno à elite do carnaval de São Paulo em 2013, a Tatuapé ficou apenas na 11ª colocação. Em 2014, ficou em 6º lugar. Em 2015, terminou na 12ª colocação. Em 2016, foi a vice-campeã.

Por G1, São Paulo

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Fabiano
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