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Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21, ele viveu até os 76 anos surpreendendo o mundo da física

18 de Março de 2018

Stephen Hawking morre aos 76 anos

Físico britânico resistiu por muitos anos à esclerose lateral amiotrófica

Morreu na quarta-feira (14), na Inglaterra, um dos cientistas mais importantes da nossa era. Stephen Hawking derrubou teorias físicas e mudou a maneira como o mundo entende o universo.

Stephen Hawking seria um adolescente como outro qualquer, se não fosse apaixonado pela física. Ele gostava de esportes, de festas, de namorar.

Mas a vida mudou aos 21 anos, com o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA). A doença vai paralisando o corpo.

“Eu estive com ele muitas vezes durante a minha carreira. Ele basicamente ficou resumido a um cérebro, ele era um cérebro que andava numa cadeira de rodas e isso desperta esse fascínio das pessoas”, conta o físico, astrônomo Marcelo Gleiser.

Às vésperas de se casar, a previsão era de que ele não duraria mais três anos. Mas essa foi só a primeira teoria que Hawking derrubou. O jovem teve três filhos. Depois, se separou e para casar com a enfermeira.

Os cálculos dele ajudaram a mostrar que o Big Bang - a explosão que deu origem ao universo - começou num ponto infinitamente pequeno: a chamada singularidade.

Antes dele, se pensava que nada, nem mesmo a luz, escapava dos buracos negros. Mas o cientista depois entendeu que eles não são essa eterna prisão.

Nas palavras do próprio físico, “a energia pode escapar por dentro deles ou por fora, sabe até para outro universo. Então, se você se sentir num buraco negro, não desista: há uma saída”.

Ele era esse comunicador brilhante, mas em 1985 perdeu a voz. Foi a vez de a ciência esticar a mão: um sintetizador permitia que ele escolhesse o que dizer, usando só o movimento das bochechas.

Três anos depois, ele lançou “Uma breve história do tempo”. O best-seller ensina como o cosmo funciona numa linguagem universal.

“A gente não sabe se as ideias do Hawking são realmente corretas ou não porque elas ainda não foram testadas, mas o pensamento dele certamente serviu de grande inspiração para milhares de físicos no mundo inteiro e, certamente, de inspiração para milhões de pessoas no mundo inteiro, através do engajamento dele com seus livros e documentários”, diz Gleiser.

O cientista-pop viveu cercado de admiradores, alguns dos mais poderosos do mundo.

Em 1994, o professor sem voz cantou num disco do Pink Floyd. Hawking testava os limites da ciência e do corpo e celebrou os 60 anos num balão.

Ele ainda flutuou sem gravidade para encorajar o interesse no espaço. Hawking acreditava que a vida na Terra corre o risco de ser exterminada, seja por um cometa, por uma guerra nuclear, por um vírus geneticamente modificado e até pela inteligência artificial.

Ele achava que a raça humana não tem futuro se não for no espaço. Mas melhor não nos comunicarmos com uma provável vida inteligente lá fora. Ele argumentava que seria como quando os europeus fizeram contato com os índios das Américas: não terminou bem para os nativos.

Stephen Hawking nasceu exatamente 300 anos depois da morte de Galileu Galilei, e morreu pacificamente em casa em 14 de março, no dia em que Albert Einstein nasceu.

O ator Eddie Redmayne escreveu nesta quarta-feira (14) que “nunca viu senso de humor maior”. Ele ganhou o Oscar interpretando Hawking no filme “A teoria de tudo”.

A Universidade de Cambridge citou uma frase do cientista: “Olhem para as estrelas e não para os seus pés”. A Nasa desejou que Hawking “continue voando como o super-homem”.

Um homem que quase não movia seus músculos se comunicou com todos nós. Nem a morte apaga essa estrela.

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Fabiano
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