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Adailson Calheiros
Edição especial do Projeto Chá de Memória no município de Penedo, em comemoração aos 382 anos de elevação à Vila e sua importância para Alagoas, lotou as dependências da Casa do Penedo

22 de Abril de 2018

Projeto Chá de Memória lota dependências da Casa do Penedo

Governo de Alagoas, parceiros e população celebraram aniversário do município com palestra de Douglas Apratto Tenório

O Governo de Alagoas promoveu na sexta-feira (20) uma edição especial do Projeto Chá de Memória, em comemoração aos 382 anos de Emancipação Política do município de Penedo, localizado no Litoral Sul do Estado.

Coordenado pelo Gabinete Civil, por meio do Arquivo Público estadual, o evento teve como tema “Penedo, 382 anos de Elevação à Vila, sua Importância na Emancipação Política de Alagoas, com palestra do professor e historiador Douglas Apprato Tenório e que lotou as dependências da Casa do Penedo, com destaque para participação de mais de 80 alunos das redes de ensino do município, entre outros convidados. O evento teve parceria ainda com o Centro Universitário Cesmac.

Para dar o tom especial ao 1º Chá de Memória no município ribeirinho, o hino de Alagoas e da cidade foram entoados ao som de violão, cavaquinho e pandeiro, puxado pela cantora Madalena Oliveira.

O patrono da Casa do Penedo, Francisco Sales, deu as boas-vindas ao público ao agradecer ao governo o apoio na realização do Chá de Memória junto à celebração do aniversário do município. "Juntamos o útil ao agradável ao celebrarmos essa data tão importante no calendário do nosso município com esta edição especial do Chá de Memória, evento que já se estabeleceu para levar a todos as riquezas culturais de nosso Estado", destacou Sales.

Há mais de 20 anos, a Fundação Casa do Penedo, parceira do Governo de Alagoas no evento, vem resguardando o maior acervo histórico e bibliográfico da cidade, promovendo atividades que contribuem para o engrandecimento da região e de seu povo. Na sede da Fundação, situada à Rua João Pessoa, está instalada biblioteca, o arquivo, auditório com a galeria de penedenses ilustres, anfiteatro e o Memorial Permanente, que expõe a história econômica, política, cultural e artística da cidade do Penedo e do Baixo São Francisco.

É considerada a guardiã das tradições, das riquezas e herança cultural do Baixo São Francisco, em especial do povo penedense, uma vez que mantém um rico acervo bibliográfico, iconográfico e cartográfico, somados a preciosos objetos de arte que simbolizam a cultura e a tradição de sua população.

"É um acervo de valor inestimável que expõe a história econômica, política, cultural de Alagoas e do Brasil e nos presenteia a todos", ressaltou o secretário de Estado da Comunicação, Enio Lins, presente ao evento.

Penedo, a trajetória de um município mestiço que abraça todos os povos

Durante a palestra, o historiador Douglas Apratto Tenório fez uma ampla abordagem sobre a história do município de Penedo desde os mais remotos documentos que registram o município como importante personagem da história brasileira, do Nordeste e de Alagoas. "Penedo faz bem à alma nacional. Mas foi com a Emancipação Política de Alagoas em 1817 que o povo deste município mostrou sua pujança ao não ficar em cima do muro", destacou Apratto, ao relembrar ainda o episódio da expulsão dos holandeses no Forte de Penedo.

"Mas Penedo tem outra característica que a faz grande, diferente e à frente de seu tempo. Por aqui passaram e deixaram suas raízes os portugueses, os holandeses, os negros, os escravos, os quilombolas, a religiosidade, os padres, as igrejas, os casarios, uma Penedo mestiça que abraçou a todos os povos e culturas", completou o historiador.

Descentralização

Segundo a idealizadora do projeto Chá de Memória, Wilma Nóbrega, o Governo do Estado segue firme no propósito de potencializar a política de descentralização dos valores históricos e culturais de Alagoas.

"Realizar uma edição especial do Projeto Chá de Memória no município de Penedo, em comemoração aos 382 anos de elevação à Vila e sua importância para o Estado de Alagoas, é uma forma de o Gabinete Civil, por meio do Arquivo Público, descentralizar suas ações de preservação da memória alagoana e fomentar o debate sobre temas que despertem o conhecimento de fatos e feitos da historiografia local e alagoana”, destaca.

Wilma ressalta ainda que contar com o apoio da Fundação Casa do Penedo para a realização do Chá de Memória caracteriza uma dupla satisfação por se tratar de uma entidade ímpar, importante equipamento cultural que resguarda e preserva um dos mais ricos e valiosos acervos sobre o Rio São Francisco, Nordeste, Alagoas e Brasil.

Desde sua concepção, o Projeto Chá de Memória propõe debates de temáticas que envolvem as tradições, os saberes e as culturas do Estado, consideradas um patrimônio coletivo.

Wellington Santos
Agência Alagoas

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