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Ascom/PF
Políca Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Alagoas

11 de Maio de 2018

PF faz operação contra políticos de Canapi

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Maceió, Canapi, Marechal Deodoro, Delmiro Gouveia e Tanque D'Arca.

A Polícia Federal em Alagoas (PF) deflagrou uma operação na manhã da última quinta-feira (10/05) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que desviou R$ 8,6 milhões da prefeitura de Canapi, Sertão de Alagoas. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três ordens de sequestro de bens.

Os mandados foram cumpridos em Maceió, Marechal Deodoro, Delmiro Gouveia, Tanque D'Arca e Canapi. A "Operação Canapi" é um desdobramento da "Operação Triângulo das Bermudas", onde o ex-prefeito Celso Luiz Tenório Brandão foi preso. Ele já foi condenado a devolver mais de R$ 2 milhões, além de ter os direitos políticos suspensos.

Sete pessoas são investigadas, mas nenhuma foi presa. A PF explicou que foram pedidas as prisões preventivas delas, mas a Justiça Federal entendeu que não havia necessidade no momento, e arbitrou fianças que variam de R$ 10 mil a R$ 100 mil como medida cautelar.

"A partir do momento que eles foram notificados eles têm até 24 horas para recolher esse dinheiro ou terão as prisões preventivas decretadas", explicou o delegado Antônio Carvalho, responsável pelas investigações.

De acordo com a Polícia Federal, os crimes ocorreram à época em que Genaldo Vieira era prefeito de Canapi. As fraudes agora apuradas envolvem o ex-prefeito, um ex-advogado do prefeito, um ex-secretário municipal de finanças e empresários. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

As empresas investigadas são a Sonibrás, Claudia Soares Pedrosa LTDA, A3 Comércios e Serviços, KAP Locações e Serviços e Jackson Alves da Silva Júnior ME.

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Canapi disse à reportagem do G1 que os desvios ocorreram na gestão passada e que não existem contratos vigentes com nenhuma das empresas envolvidas nas investigações.

As investigações apontam que o valor foi desviado entre os dias 26 e 29 de novembro de 2016, nos últimos quatro dias de mandato do ex-prefeito. Segundo a PF, esse valor é o restante do precatório do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) que Celso Luiz desviou de Canapi.

Nesse inquérito policial são investigadas fraudes na prestação de serviços de limpeza de fossas, reparo de telhados, alimentos, fornecimento de cestas básicas, transporte escolar e recuperação de estradas sem pavimentação.

G1 Alagoas

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Fabiano
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