Almanaque Alagoas - Vida inteligente na web
sífilis

Notícias

Brasil
Ag. Brasil
Museu segue interditado após o incêndio que o destruiu

04 de Setembro de 2018

Após incêndio em museu, governo faz reunião no Planalto

Comunidade artística e intelectual cobra explicações de autoridades públicas sobre tragédia

O presidente Michel Temer se reúne nesta terça-feira (4), no Palácio do Planalto, com ministros, secretários, coordenadores e os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Caixa Econômica e do Banco do Brasil. A reunião ocorre dois dias após o incêndio que atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruindo 90% do acervo histórico, científico e artístico.

Após o incêndio no domingo (2), a comunidade artística e intelectual cobrou explicações de autoridades públicas, alegando que houve alertas sobre os problemas de infraestrutura e manutenção do local, que colocavam em risco os mais de 20 milhões de itens expostos. Inicialmente, apenas para a reconstrução física do prédio, deverão ser investidos R$ 15 milhões.

Ontem (3), no Rio de Janeiro, os ministros Rossieli Soares da Silva (Educação) e Sérgio Sá Leitão (Cultura) anunciaram a criação de um grupo de trabalho para reunir parcerias em torno da recuperação do museu. Porém, peças raras se perderam. O esforço, no primeiro momento, será para a reconstrução do edifício.

O Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que faz parte do Ministério da Educação. Porém, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) é ligado ao Ministério da Cultura.

Em junho, o BNDES assinou contrato para o repasse de R$ 21,7 milhões para a terceira fase do plano de investimento de revitalização do museu. No entanto, de acordo com a interpretação da instituição sobre a lei eleitoral impediu a liberação dos recursos para o Museu Nacional.

Reunião

Deverão participar da reunião, no Planalto, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Rossieli Soares da Silva (Educação), Sérgio Sá Leitão (Cultura), Esteves Colnago (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República).

Também são esperados os secretários Georges Soares (Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão), Júlio Alexandre (Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão), e Sidrack Oliveira (Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão).

Devem participar ainda os presidentes do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, do BNDES, Dyogo Oliveira, e da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza, além do diretor da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Mauro Luiz Rabelo, e do coordenador da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento do Ministério da Educação, Adalton Rocha de Matos.

Saiba mais

Governo vai liberar recursos emergenciais para o Museu Nacional no Rio

Edição: Graça Adjuto

LEIA MAIS

Defesa Civil decide manter interdição do prédio do Museu Nacional

Publicado em 03/09/2018 - 17:58 Por Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A Defesa Civil do município do Rio vai manter interditado o prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, consumido por um incêndio iniciado na noite deste domingo (2), após vistoria feita na manhã de hoje (3) que verificou grande risco de desabamento interno, que pode ocorrer com a queda de trechos remanescentes da laje, parte do telhado que caiu e paredes divisórias do local.

Bombeiros e Defesa Civil trabalham após incêndio no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio.

Defesa Civil diz que paredes externas do museu são largas e não correm risco iminente de desabarem - Tomaz Silva/Agência Brasil

Na área externa, contudo, devido à espessura das fachadas, não há risco iminente, de acordo com os técnicos. Entretanto, foram constatados problemas pontuais, como queda de revestimento, adornos e materiais decorativos (estátuas) fazendo com que a área de projeção das fachadas também permaneça isolada.

Base avançada

A Defesa Civil mantém, desde a noite de domingo, uma base avançada de comando na Quinta da Boa Vista. Ao todo, cinco técnicos (um deles, engenheiro) participaram, ao longo da noite e madrugada, das ações de combate ao fogo e rescaldo com o Corpo de Bombeiros e outros órgãos.

O órgão vinha ministrando, desde março, treinamento básico a 200 funcionários do Museu Nacional para capacitação no combate a princípios de incêndios. A parceria, inédita, foi iniciada em março deste ano e oferecia noções preventivas básicas de segurança de instalações.

Neste tipo de treinamento (que segue o padrão dos cursos ministrados pela Defesa Civil para instituições públicas) constam aulas teóricas sobre prevenção de riscos e acidentes, além de aplicação prática de conhecimentos, em que os participantes aprendem as regras de manuseio de extintores e botijões de gás. No último dia 16, o órgão capacitou a quinta turma do curso.

Saiba mais

Funcionários do Museu Nacional choram ao ver o que sobrou do incêndio

Funcionários entram no Museu Nacional em busca de peças do acervo

Risco de incêndio no Museu Nacional foi denunciado há 14 anos

Edição: Davi Oliveira

MAIS INFORMAÇÕES

Geral

Funcionários entram no Museu Nacional em busca de peças do acervo

Publicado em 03/09/2018 - 15:22 Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Um grupo de aproximadamente 15 funcionários do Museu Nacional entrou no prédio, às 15h de hoje (3), em busca de objetos e peças do acervo que possam ter escapado às chamas. Eles entraram pela porta principal, acompanhados por soldados do Corpo de Bombeiros.

Os funcionários removem cuidadosamente restos de escombros, como pedaços de madeiras, telhas e mesmo vigas metálicas, na esperança de encontrar algum objeto de valor histórico. Normalmente, o trabalho de rescaldo é feito apenas pelos bombeiros, mas como se tratam de peças antigas, é necessário acompanhamento dos especialistas, para distinguir um simples resto de escombro de um artigo valioso.

Pesquisadores e funcionários retiram peças dos escombros do Museu Nacional após incêndio.

Pesquisadores e funcionários retiram peças dos escombros do Museu Nacional após incêndio. - Tomaz Silva/Agência Brasil

Munidos com martelos, pás e enxadas e usando apenas capacete, sem luvas, os funcionários trazem para fora as peças que encontram, colocando as menores dentro de caixas plásticas. Algumas rochas da Coleção Werner, que ficavam próximas à saída, foram retiradas, inclusive rochas pesadas, carregadas nos ombros.

Uma das primeiras peças retiradas foi um grande quadro, ainda emoldurado, carregado por quatro funcionários. O trabalho é lento e minucioso, pois muitas peças ainda podem estar em condições de recuperação, abaixo de toneladas de madeiras queimadas e telhas de barro. Os três andares do museu desabaram um por cima do outro até o chão.

Pesquisadores e funcionários retiram peças dos escombros do Museu Nacional após incêndio.

Pesquisadores e funcionários retiram peças dos escombros do Museu Nacional após incêndio. - Tomaz Silva/Agência Brasil

Apenas bombeiros e funcionários do museu podem ingressar dentro do prédio. Os jornalistas e demais pessoas ficam a cerca de 20 metros de distância, por questão de segurança. Entre as peças mais raras, estão as múmias egípcias, compradas pelo Brasil por Dom Pedro I, e o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado no país, com cerca de 12 mil anos.

A busca dos funcionários, entretanto, durou apenas 15 minutos. Agentes da Polícia Federal pediram para eles se retirassem para dar início às investigações sobre as causas do incêndio.

Confira aqui a galeria de imagens da Agência Brasil

Agência Brasil Brasília

Comentários

Fabiano
id5 soluções web Tengu Criação - Tengu :: Tecnologia id5