Almanaque Alagoas - Vida inteligente na web
DETRAN RESPEITAR

Notícias

Cidade
Lays Peixoto
Números refletem iniciativas integradas do Detran com outras instituições públicas

27 de Novembro de 2018

AL tem queda de 29,5% nas mortes no trânsito

Estimativa do Detran aponta economia de R$ 240 milhões nos gastos com atendimento às vítimas nos dois principais hospitais públicos do Estado

O investimento do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran) em ações para redução de acidentes e promoção de um trânsito seguro, nos últimos quatro anos, vem gerando resultados positivos. De 2015 a 2017, Alagoas registrou uma queda de 29,5% no número de mortes em acidentes de trânsito. Foram preservadas 569 vidas neste período, de acordo com o Instituto Médico Legal (IML).

Além de salvar vidas, a diminuição dos acidentes de trânsito poupou cerca de R$ 240 milhões aos cofres públicos, que seriam gastos no atendimento às vítimas pelos dois principais hospitais públicos do estado, o Hospital Geral do Estado (HGE) e pela Unidade de Emergência Dr. Daniel Houly (UEDH), conhecida como UE do Agreste. A estimativa de economia resulta de levantamento realizado pelo Detran com base na metodologia de análise utilizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A redução de acidentes com vítimas mortas vai na contramão do crescimento da frota de veículos, que foi de 15,8% de 2015 a 2017, o que equivale a quase 108 mil veículos a mais circulando nas ruas e estradas de Alagoas. A queda é fruto, entre outras ações, da Operação Lei Seca, que inibe o consumo de álcool pelos condutores.

Do início das operações Lei Seca, em 2011, até o ano de 2017, o estado registrou uma queda de 74,5% no índice de mortalidade por acidentes de trânsito. Os indicadores são do Instituto Médico Legal (IML) e do Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac), gerenciador de informações oficiais da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Já a frota de veículos cresceu 55,6% entre 2011 e 2017, passando de 507.027 para 789.096 veículos em circulação.

Os levantamentos apontam que, no ano de 2011, a estimativa era 17 mortos a cada 10.000 veículos em todo o estado. Já no ano passado, esse número despencou para sete. De 2011 até 2017, Alagoas conseguiu preservar a vida de 699 pessoas.

Ascom/Detran

Índices hospitalares

Dados oficiais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mostram a redução na entrada de vítimas de acidentes envolvendo transportes terrestres nos principais hospitais públicos do estado: a Unidade de Emergência Dr. Daniel Houly (UEDH), a chamada UE do Agreste, e o Hospital Geral do Estado (HGE). A redução é percebida desde o início da gestão Renan Filho, em 2015, e se estende até os números mais recentes de 2018.

Na UE do Agreste, a baixa no atendimento dessas vítimas foi de 15%, contabilizando em torno de 5.700 pessoas a menos no hospital. No que diz respeito ao HGE, esse número é ainda maior – chega a 35% e demonstra que cerca de 12.000 pessoas foram poupadas do atendimento hospitalar, o que equivale a um ano inteiro de vítimas acolhidas.

Economia de R$ 20 milhões no DPVAT

A diminuição nessas taxas, além de minimizar os transtornos na vida das famílias, também economiza recursos públicos. Segundo o Detran de Alagoas, cerca de R$240 milhões foram poupados em decorrência da redução da entrada de vítimas de trânsito no HGE e na EU do Agreste.

Análise realizada em parceria com a subchefia de Serviço Social do Detran, responsável pelo DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), mais conhecido como Seguro Obrigatório, indica uma economia de aproximadamente R$ 20 milhões em consequência da redução no número de mortos ou de vítimas de invalidez permanente.

O chefe de Segurança no Trânsito do Detran, Antônio Monteiro, afirma que o órgão vem buscando ampliar o estudo da economia com resgate, reabilitação, perda de capacidade produtiva e peso no sistema de Previdência Social. De acordo com Monteiro, esses setores são fortemente afetados pelo grande número de vítimas de trânsito e o Estado pode economizar ainda mais com a expansão de ações de segurança no trânsito, principalmente nos municípios do interior.

Ascom/Detran

Ações de preservação

Para Antônio Monteiro, os números são um reflexo de iniciativas integradas com outras instituições públicas. “Fizemos parcerias com SMTTs, prefeituras, Secretaria de Saúde, Conselho de Segurança e Conselho Estadual de Trânsito, grandes aliados na delimitação de regras e ações para tornar o trânsito mais seguro”, afirma.

Além disso, ele destaca a colaboração de instituições de ensino como a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) na identificação e análise das principais causas de acidentes no trânsito alagoano.

“Com a base científica, você tem o direcionamento para poder acionar políticas públicas com planejamento e baseadas em dados reais e qualificados, envolvendo fiscalização, educação, engenharia”, explica.

Monteiro ainda reforça a necessidade de propor um diálogo sobre a educação no trânsito adequado ao público-alvo. “O maior causador de acidentes é o jovem de 16 a 29 anos, então é preciso estar presente nas mídias sociais e estabelecer uma linguagem que ele entenda. Aí você consegue uma mudança de comportamento”, analisa.

Mácio Amaral
Agência Alagoas

Comentários

Fabiano
id5 soluções web Tengu Criação - Tengu :: Tecnologia id5