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Felipe Brasil
Vistoria em área de risco do bairro do Pinheiro, em Maceió, afetada por um tremor de terra em março de 2018

25 de Janeiro de 2019

Estado, Prefeitura e órgão federal vistoriam Pinheiro

Secretário nacional de Defesa Civil exalta trabalho preventivo e garante prioridade da União na assistência a moradores

Uma comitiva do Governo Federal, comandada pelo secretário nacional de Defesa Civil, Alexandre Lucas, realizou nesta sexta-feira (25) uma vistoria em área de risco do bairro do Pinheiro, em Maceió, afetada por um tremor de terra em março de 2018 e que apresenta uma série de rachaduras em ruas e residências. A vistoria teve a participação de representantes da Defesa Civil estadual e municipal e do Corpo de Bombeiros.

Na avaliação do secretário nacional da Defesa Civil, todas as medidas adotadas até o momento pelos órgãos estaduais e municipais para salvaguardar os moradores do bairro e minimizar o risco de desastre estão de acordo com as orientações internacionais para situações desse tipo. Alexandre Lucas também garantiu todo o suporte do Governo Federal nas ações executadas pelo Governo de Estado e pela Prefeitura de Maceió.

“Esse é um evento complexo. Estamos acompanhando desde o dia em que assumimos e, ao tomarmos conhecimento da situação do bairro do Pinheiro, isso se tornou prioridade na Defesa Civil Nacional. Em primeiro lugar, temos que cumprimentar a Defesa Civil estadual e municipal pela forma como elas estão conduzindo esse trabalho, dentro da doutrina de defesa civil. Posso garantir que tudo está sendo feito de acordo com o que a ciência da defesa civil recomenda. A presença do Governo Federal aqui serve exatamente para alinhar com o Governo do Estado e com o município a prioridade do trabalho nesse bairro, trazer todos os recursos, todos os órgãos do Governo Federal para encontrarmos uma solução para essa situação, principalmente na retirada das pessoas da área de risco”, observou Alexandre Lucas.

O secretário nacional da Defesa Civil também lembrou a mobilização de outros órgãos federais na identificação das causas do fenômeno que atinge o bairro do Pinheiro, bem como no atendimento às famílias que deverão deixar as residências que estão nas áreas de risco definidas no mapa de feições, elaborado pelos técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Até o momento, o Ministério do Desenvolvimento Regional liberou R$ 2.880.000,00 para o pagamento de seis meses de aluguel social para as famílias deslocadas.

“Há uma força de pesquisadores trabalhando nesse caso. É um caso complexo. Temos o CPRM, do Governo Federal, permanentemente aqui. Existe uma portaria do ministro [das Minas e Energia, Bento Albuquerque], que cuida dessa área, para que a CPRM priorize e tenha todos os recursos para trabalhar, mas é uma situação complexa. O mapa vai ser constantemente atualizado. As informações, a partir da evolução do risco, estão sendo passadas para a Defesa Civil estadual e municipal em tempo oportuno para que eles informem aos moradores sempre e de forma bastante transparente, porque isso é direito dos moradores”, explicou.

“Liberamos, em um primeiro momento, R$ 480 mil e ontem [quinta-feira, 24] nós liberamos mais R$ 2,4 milhões para que o município tenha condições de fazer o trabalho com todas as pessoas da área vermelha que precisam ser evacuadas. A partir do momento em que tivermos o resultado dos estudos feitos aqui, vamos ter condições de avaliar o tamanho do risco e o tempo, a cronologia dessa possibilidade de desastre. Então, isso vai ser feito por etapas. Por isso, liberamos um valor para seis meses de aluguel porque, se houver uma estabilização, não haverá necessidade de prorrogação. Vamos trabalhar por etapas, mas sempre com atenção às pessoas, que é o mais importante”, disse o secretário Nacional da Defesa Civil.

A atenção do Governo Federal e a integração das forças locais e nacionais para a compreensão do fenômeno e garantia da segurança dos moradores do Pinheiro foi o ponto destacado pelo coordenador estadual da Defesa Civil, tenente-coronel Moisés Melo, durante a vistoria realizada no bairro nesta sexta-feira. Melo lembrou ainda que o simulado de desocupação da região, marcado inicialmente para o dia 23 de fevereiro, foi antecipado para o dia 16 devido à mobilização da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para as prévias do Carnaval em Maceió.

“O sistema de defesa civil é feito por completo, com o governo federal, estadual e municipal, o Corpo de Bombeiros, para poder salvaguardar a população. Antecipamos o simulado devido à proximidade do Carnaval aqui em Maceió. Vamos envolver todos os órgãos, com simulação de resgate, com pontos de encontro já definidos e informados à população, e a participação do Governo Federal. Todos estão engajados em um só propósito: salvar pela prevenção, que é o maior objetivo do Governo do Estado, do Governo Federal e do município. Por isso que é importante a atuação efetiva de todos os órgãos e da população do Pinheiro”, afirmou o coordenador da Defesa Civil Estadual.

Petrônio Viana
Agência Alagoas

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