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Vaticano anuncia data de canonização de irmã Dulce

02 de Julho de 2019

Irmã Dulce será canonizada dia 13/10

A primeira mulher nascida no Brasil a se tornar santa será chamada de Santa Dulce dos Pobres.

O Papa Francisco, no Vaticano, e dom Murilo Krieger, em Salvador, fizeram o anúncio ao mesmo tempo. A cerimônia vai ser realizada no dia 13 de outubro e Irmã Dulce será chamada de Santa Dulce dos Pobres.

“Deus quis que eu a conhecesse através dos frutos dela, da obra que ela deixou e do carinho que ela gravou no coração desse povo”, disse dom Murilo.

Foi uma vida inteira dedicada aos pobres. Quando morreu, em 1992, aos 77 anos, Irmã Dulce era chamada de “anjo bom da Bahia”.

O processo de canonização durou 19 anos. O primeiro milagre atribuído à freira foi a história de Cláudia Cristina, que mora em Itabaiana, Sergipe. Quando deu à luz seu segundo filho, Cláudia sofreu uma forte hemorragia. Depois de três cirurgias, desenganada pelos médicos, Cláudia recebeu de um padre uma foto da Irmã Dulce, que ficou colada no leito em que estava. A hemorragia cessou horas depois e Cláudia foi salva.

O Vaticano passou quatro anos investigando para comprovar o segundo milagre, um caso que não tem explicação na medicina: glaucoma avançado que provocou a cegueira total por 14 anos. Maurício já estava conformado, mas aí veio uma conjuntivite forte e ele pediu à Irmã Dulce que aliviasse suas dores.

Foi um pedido feito com muita fé.

“Eu fiz uma oração e coloquei a imagem nos olhos. Depois, quando eu botei a imagem no criado mudo, eu já bocejei e ela me deu uma noite de sono que eu não tinha há dias. Dormi. Quatro horas depois acordei e comecei a voltar a enxergar”, disse o músico Maurício Moreira.

Marize Mendonça, que já estava acostumada com a cegueira do marido, custou a acreditar.

“Pegou meu rosto e disse: ‘Nega, tu é tão linda’. Fiquei em choque e ele disse: ‘Estou vendo, estou vendo você’"

Na Bahia, as obras sociais construídas pela Irmã Dulce são consideradas outro milagre - atendem de graça a 3,5 milhões de pessoas por ano.

“Esse milagre diário que acontece aqui na obra, uma obra que vive da fé, da doação, do amor ao próximo para o próximo”, afirmou Maria Rita Pontes, superintendente das Obras Sociais.

Por Jornal Nacional

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Fabiano
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