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Senador Renan Calheiros

16 de Setembro de 2019

Renan pode disputar Prefeitura de Maceió

Para comentarista politico Ricardo Rodrigues, chapa com ex-governador Ronaldo Lessa de vice é imbatível

Uma chapa para prefeito de Maceió, tendo à frente o senador Renan Calheiros (MDB) e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) como vice, será imbatível, se os eleitores da capital quiserem dar uma resposta ao presidente da República.

Sei que existem outros nomes importantes. Mas na atual conjuntura, Renan e Ronaldo, são os dois melhores nomes no campo da esquerda, ou de centro-esquerda, para enfrentar os candidatos da situação. O embate é sério e difícil, não admite vacilo. Vejamos:

Se em 2020 o governo de Jair Bolsonaro jogar pesado para eleger a maior quantidade possível de prefeitos, ele quer começar essa tarefa pelas capitais e grandes cidades. Claro.

Em Maceió, nossa capital alagoana, não será diferente. Vai fazer de tudo para eleger o sucessor de Rui Palmeira (PSDB) ou qualquer outro candidato contra os Calheiros. Questão de honra, até porque Renan e o filho são Lula Livre de carteirinha.

Para enfrenta-los – os bolsonaristas, direitistas e em cima do muro – será preciso montar uma chapa forte, muito forte. E de oposição ao prefeito Rui Palmeira.

Até porque a eleição tende a ser polarizada: contra ou a favor do atual regime presidencial, que se revelou uma espécie de pré-ditadura, onde até censura já foi ressuscitada, sem falar na entrega do capital nacional e da devastação da Amazônia, colocando o País no foco da discussão mundial sobre a preservação do planeta.

Ou seja, o pano de fundo das eleições municipais será esse, essa enorme cortina de fumaça que se alastra pelo País. São Paulo capital já sentiu na pele a chuva ácida, despejada por nuvens carregadas de fuligens das queimadas no Centro-Oeste. Uma peste!

CENÁRIO

Enfim, diante desse cenário catastrófico. Onde tudo caminha para piorar, se nas urnas o povo não der um basta à entrega do pais ao capital internacional; a oposição vai precisar deixar as mágoas de lado e se unir, juntar os cacos, para virar essa página ingrata da história.

O processo eleitoral é rico por isso suscita a discussão. Por mais que os problemas sejam locais, o contexto é nacional. As vezes até internacional. Por isso, a discuta eleitoral de 2020 em Alagoas vai muito mais além das nossas belas praias.

A cidade de Maceió é estratégica. Está todo mundo de olho. Mas não vamos deixar que essa pérola do Caribe caia nas mãos de qualquer aventureiro.

Portanto, faço desse texto um convite à reflexão. Se for questão de honra o presidente querer eleger o sucessor de Rui, até para dar uma resposta ao Renan, tipo aquela que ele deu na disputa pela presidência do Senado.

– Por que fugir da luta? Colocar um fantasma, um laranja, um testa de ferro, um preposto, um poste para disputar com os tucanos a prefeitura de Maceió? Quem então seria o melhor candidato. O nome do Palácio? Um dos Calheiros. E deles o mais forte é o senador.

BASTIDORES

Esta é a leitora que faço, como comentarista político. Além da simpatia que eu tenho pelo senador Renan, desde que ele me recebeu em sua casa, em Brasília, em1985. No início daquele ano, ele deu uma força para eu começar na profissão de jornalista.

Foi por meio do então deputado federal Renan Calheiros que conheci Nilson Miranda, o camarada comunista me indicou para eu trabalhar como repórter do jornal Última Hora de Brasília. Comecei ali minha trajetória como jornalista profissional, cobrindo o Caso Mario Eugênio e a internação do presidente Tancredo Neves, no Hospital de Base.

Coincidentemente, por incrível que pareça, foi naquela época, meados dos anos 80, há quase 35 anos, que o então deputado Renan sonhou pela primeira vez ser prefeito de Maceió.

De uma hora para outra, chamou Verônica, mandou arrumar as malas, deixou Brasília e veio com a mulher e os três filhos para a capital alagoana.

Fez de tudo para ser o candidato a prefeito, nas eleições de 1985, mas o partido, rachado com o impacto causado pela entrada de Fernando Collor, preferiu lançar Djalma Falcão, que foi eleito. Começou por cima. Sua posse, no Teatro Deodoro, contou com a presença do deputado Ulisses Guimarães, então presidente nacional do PMDB.

Mas a saída de Falcão da prefeitura foi tumultuada. Em greve, os servidores, revoltados com os atrasos nos salários, tocaram fogo em um carro oficial e no gabinete do prefeito. Felizmente, danos só materiais.

DERROTA EM 1988

No entanto, quatro anos depois, Renan sentiu nas urnas o desgaste do desastre da administração Falcão: sua chapa com Sabino Romariz à Prefeitura de Maceió foi derrotada. Perdeu para quem? Para Guilherme Palmeira, pai do Rui, o atual ocupante do trono municipal.

De 1988 para cá, os Calheiros tentaram várias vezes, com candidatos próprios ou apoiados, mas nunca ganharam a prefeitura da capital. Porém, o poderio da família não se limitou a Murici. Ganhou força e conquistou em 2014 o governo do Estado.

Reeleito em 2018, o governador Renan Filho tem tudo para ganhar várias prefeituras nas eleições do ano que vem.

No entanto, a conquista da prefeitura de Maceió é emblemática, até porque os Calheiros nunca elegeram o prefeito da capital alagoana. Agora que têm o governo nas mãos não vai deixar escapar essa chance.

A última, por sinal, porque na minha tese, se o governador não ganhar a prefeitura não faz o seu sucessor, no governo do Estado. Ou terá dificuldade de eleger seu sucessor.

Portanto, a hora é agora. A hora é essa: Renan e Lessa. Somada a força eleitoral dos dois à força dos partidos de esquerda, a chapa da oposição ganha as eleições em Maceió e dá uma resposta ao País.

– Aqui ele não manda não! Aqui quem manda somos nós! Somos todos brasileiros, mas antes de tudo, alagoanos orgulhosos da nossa terra natal!”.

RECONSTRUÇÃO

Voltando ao cenário local, destaco também a importância da chapa Renan/Lessa para a reconstrução de Maceió, cuja orla lagunar está entregue aos urubus. Infelizmente, a atual administração municipal virou as costas para o povo da lagoa; as promessas da campanha anterior não saíram do papel.

Por isso, a oposição tem que lançar bons candidatos, pois os desafios são enormes. Não só no campo local, como nacional. Com o boicote do governo federal ao Nordeste, caberá aos novos prefeitos buscar alternativas para uma gestão eficiente e criativa. Renan e Ronaldo têm esse perfil, somam experiência e prestigio, para prospectar recursos até fora do País.

Os políticos do campo de oposição – da esquerda e centro-esquerda – que velam pela democracia e os direitos fundamentais do cidadão, entre eles os direitos humanos, precisam cerrar fileiras para montar uma chapa forte à prefeitura de Maceió.

EMBATE DIFÍCIL

Não será uma eleição fácil. Ou os partidos de oposição se unem e lançam um candidato forte, ou vão ver Jair Bolsonaro eleger o sucessor de Rui.

Para enfrenta-lo nas urnas, aqui em Maceió, o nome mais forte é Renan, por sinal seu arquirrival. Com o apoio de Ronaldo Lessa e demais partidos de esquerda, Renan nacionaliza o discurso, mostra que tem projetos para Maceió e ganhar as eleições.

Defendo o nome do senador, não só por seu antagonismo com o governo Bolsonaro, mas sobretudo por ter sido a voz mais forte da política nacional e local em defesa da liberdade do ex-presidente Lula.

Candidato a prefeito, Renan deve contar com o apoio da militância do PT, PCdoB, PDT e PSB. Além de todas as forças contrárias ao atual governo federal.

Como se não bastasse, o senador terá o apoio do filho governador, o “cabo eleitoral” mais disputado das eleições de 2020.

Com o apoio do filho e na onda do Lula Livre, Renan candidato pode também aproveitar o momento e dar uma resposta à parte da mídia burguesa nacional, que se refere a ele sempre de forma preconceituosa e injusta.

Com o apoio do PDT e dos demais partidos do campo de oposição, Renan Filho pode muito bem eleger seu pai, prefeito de Maceió. Se isto acontecer, na vaga de Renan no Senado assume o empresário Rafael Tenório que terá como suplente a vereadora por Maceió Silvânia Barbosa, esposa do deputado estadual Marcos Barbosa.

Ou seja, é CSA e CRB no Senado Federal. É Alagoas mais forte no cenário nacional.

Ricardo Rodrigues

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Comentários

Rildo Rodrigues

17 de Setembro de 2019

Muito bem, Renan vai lá

Fabiano
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