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Thalles Azzi
Sedetur informou que ainda não considera haver impactos relevantes das machas de óleo na atividade turística em Alagoas

20 de Outubro de 2019

Piscinas naturais não foram afetadas por óleo

Trade turístico alerta para cautela na divulgação e repasse de informações e imagens falsas

As piscinas naturais das praias de Maragogi e Japaratinga, no Litoral Norte de Alagoas, não apresentaram, até esta sexta-feira (18), incidências das manchas de óleo que atingem os estados da região Nordeste do país. É o que atesta o Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL), por meio do Grupo Técnico de Acompanhamento (GTA).

O GTA é formado por representantes dos órgãos estaduais – Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh); federais – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); e Marinha- Capitania dos Portos.

De acordo com informações do Ibama, a grande mancha que foi avistada em imagens aéreas e divulgadas como presentes nas piscinas naturais estava, na verdade, em São José da Coroa Grande, em Pernambuco. Ainda segundo informações do órgão, a mesma fora arrastada para a região da praia e retirada de dentro do mar.

Para a presidente executiva do Costa dos Corais Convention & Visitors Bureau, Ana Maria Carvalho, é importante que exista uma cautela na divulgação e consumo de informações, para que a atividade turística não seja prejudicada com o repasse de notícias falsas.

“Existe uma grande preocupação com as fake news que estão sendo espalhadas. Fizemos vários vídeos hoje, em Maragogi, para tranquilizar nosso turista e informar que nossas piscinas naturais seguem com a beleza de sempre e, o mais importante, aptas para banho. Nossa expectativa é que a situação seja normalizada o mais rápido possível”, afirma Ana Maria.

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) informou, por meio de nota, que ainda não considera haver impactos relevantes das machas de óleo no litoral nordestino no dia a dia da atividade turística em Alagoas.

NOTA DO GTA

II Nota técnica GTA: Situação do óleo nas praias de Alagoas

O Grupo Técnico de Acompanhamento (GTA), volta a se reunir às 17h, desta sexta-feita (18), na Capitania dos Portos, em Maceió, para avaliar a situação atual e traçar as estratégias para o sábado (19). O GTA é formado por representantes dos órgãos estaduais – Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh); federais – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); e Marinha – Capitania dos Portos. Contando ainda com o apoio das secretarias de meio ambiente dos municípios atingidos, reforço da Defesa Social do Estado e apoio da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris).

Segundo informações repassadas pela Central de Tratamento de Resíduos (CTR) do Pilar há o registro de 230 toneladas de óleo retirado da costa de Alagoas. Boa parte do peso também é causada pela areia contaminada que é retirada junto com o óleo.

O IMA/AL publicou no site da instituição, nesta sexta-feira (18), o relatório de balneabilidade das praias. O documento apresenta as condições de 63 pontos que são monitorados semanalmente pelo Laboratório de Estudos Ambientais. As condições de banho, próprio ou impróprio, são definidas pela resolução nº274/2000 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Dos 63 pontos analisados, seis estão considerados impróprios para banho, todas elas recorrentes nessa condição.

Todas as praias atingidas por óleo continuam sendo monitoradas.

Coruripe – continua ação de limpeza na área dos beachroocks.

Barra de São Miguel – nesta sexta-feira (18), houve mutirão durante a maré baixa. Foi feita a tentativa de utilização de uma espécie de rolo com material aderente para retirar os pequenos fragmentos depositados na areia. A ação de limpeza continua no sábado (19).

As praias de Maragogi e Japaratinga continuam sendo as mais afetadas pelo óleo na costa alagoana. Um navio com capacidade para retirar o óleo ainda no mar chega, nesta sexta-feira (18), para atuar na região entre os Estados de Alagoas e Pernambuco, caso haja a necessidade. Segundo informações repassadas pelo Ibama, a embarcação pertence a uma empresa privada e é contratada pela Petrobras, tendo sido acionada pelo Ibama, Marinha e Petrobras.

Segunda-feira (21) haverá audiência pública na Assembleia Legislativa de Alagoas, às 15h. Após a audiência está prevista uma reunião dos gestores ambientais e o Grupo Técnico de Acompanhamento (GTA).

Texto de Andressa Alves e Ascom IMA

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Fabiano
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