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Após a demissão, Regina e Bolsonaro gravaram um vídeo juntos, na área externa do Palácio da Alvorada

21 de Maio de 2020

Regina Duarte é demitida da Secretaria de Cultura

Como prêmio de consolação, atriz aceita comandar a Cinemateca Brasileira em São Paulo

Após dias de “fritura”, o presidente Jair Bolsonaro demitiu a atriz Regina Duarte do cargo de secretária de Cultura. Segundo postagem nas redes sociais, ela vai assumir o comando da Cinemateca Brasileira, que fica em São Paulo.

“Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o governo e a cultura brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias”, postou Bolsonaro.

20/05/20 - 10h19

A CRÍTICA

Demitida após 'fritura', Regina Duarte agradece 'presente' dado por Bolsonaro

A expectativa é que o ator Mário Frias, apoiador de Bolsonaro, fique com o cargo. A atriz sai após dias de "fritura"

20 maio 2020 - 09h54

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira a demissão da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura - Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira a demissão da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura. Segundo postagem nas redes sociais, ela vai assumir o comando da Cinemateca Brasileira, que fica em São Paulo. O nome do substituto de Regina na Cultura ainda não foi confirmado. A expectativa é que o ator Mário Frias, apoiador de Bolsonaro, fique com o cargo. A atriz sai após dias de "fritura".

"Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP", postou Bolsonaro.

Os dois gravaram um vídeo juntos, na área externa do Palácio da Alvorada, em que Regina começa questionando Bolsonaro se ele a está "fritando". "Jamais ia fritar você", responde o presidente.

Ao anunciar a mudança, pouco mais de dois meses após assumir a Secretaria de Cultura, Regina diz que assumir a Cinemateca é um "sonho de qualquer pessoa de comunicação, audiovisual, cinema e teatro". Na prática, ela assumirá um posto em que será subordinada ao seu substituto na secretaria.

"Pode ter um presente melhor que esse? Obrigado, presidente", diz a atriz. "Estou sentindo muita falta dos meus filhos e dos meus netos. É um presente duplo. É a Cinemateca e é estar próxima da minha família."

O anúncio desta quarta-feira ocorreu um dia após o presidente compartilhar nas redes sociais um vídeo em que o ator Mário Frias fala sobre a possibilidade de assumir o cargo da colega de profissão.

O vídeo publicado nesta terça pelo presidente é uma entrevista de Frias à emissora CNN Brasil, exibida no dia 6 de maio, em que o ator diz torcer por Regina Duarte, mas que está à disposição de Bolsonaro. "Para o Jair, o que ele precisar estou aqui", afirma o ator.

Na gravação, publicada com cortes, Frias defende o presidente e diz que Bolsonaro é "preocupado com o povo" e "defende os três Poderes".

A entrevista com o ator ocorreu no mesmo dia em que Regina havia se reuniu com Bolsonaro no Palácio do Planalto. Na ocasião, o presidente havia demonstrado insatisfação pública com a atuação da secretária e o renomeado o maestro Dante Mantoavani no comando da Funarte. O maestro havia sido afastado do cargo logo após a posse da nova secretária. No fim do dia, a nomeação foi suspensa, mas o gesto foi visto no governo como um processo de "fritura" de Regina.

Depois do encontro, em outro gesto considerado como parte do processo de "fritura", o número 2 da pasta, o secretário especial adjunto, Pedro José Vilar Godoy Horta, foi exonerado do cargo. A demissão, publicada em edição extra do Diário Oficial de sexta-feira, 15, levou a assinatura do ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto.

Como revelou o Estadão, Bolsonaro estava incomodado com a ausência de Regina em Brasília e acredita que a secretária é suscetível ao setor "todo de esquerda". Já a secretária se sente desprestigiada e pressionada pela "ala ideológica" do governo.

Estadão Conteúdo

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Fabiano
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