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04 de Outubro de 2020

Brasil registra 152.641 mil mortes pela Covid-19

Pouca testagem, exames de baixa qualidade e diagnósticos errados estão entre as razões para subnotificação em número de mortos por coronavírus no Brasil

Brasil registra 152.641 mil mortes pela Covid-19, diz consórcio de veículos de imprensa

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 16 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 13h)

País tem 152.641 óbitos registrados e 5.176.524 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento junto às secretarias estaduais de Saúde.

O Brasil tem 152.641 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta sexta-feira (16), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 20h de quinta-feira (15), 7 estados atualizaram seus dados: BA, CE, GO, MG, MS, RR e TO.

Veja os números consolidados:

152.641 mortes confirmadas

5.176.524 casos confirmados

Às 8h, o consórcio publicou a primeira atualização do dia com 152.531 mortes e 5.171.461 casos.

Na quinta-feira, às 20h, o balanço indicou: 152.513 mortes confirmadas, 734 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 497, uma variação de -26% em relação aos dados registrados em 14 dias.

É o 4º dia seguido com a curva de mortes indicando tendência de queda, após 28 dias em estabilidade.

Em casos confirmados, eram 5.170.996 brasileiros que já tiveram ou têm o novo coronavírus desde o começo da pandemia, com 29.498 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 20.208 por dia, uma variação de -25% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta queda.

Vale ressaltar que, no mês passado, o período de uma semana de queda visto nas mortes pela doença coincidiu com a semana do feriado de 7 de Setembro. Depois desse período, a curva voltou a apontar estabilidade por quase um mês. Assim como nos finais de semana, em feriados prolongados é comum se ver queda nos registros devido às menores equipes de plantão. Por isso, a sensação de baixa nas mortes pode ser enganosa, após o feriado desta semana.

Brasil: 15 de outubro

Apenas dois estado apresenta indicativo de alta de mortes: Paraíba e Piauí.

Outros 19 estados têm curvas que apontam queda. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Estados

Subindo (2 estado): PB e PI

Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (5 estados + o DF): RJ, DF, MT, AL, MA e SE

Em queda (19 estados): PR, RS, SC, ES, MG, SP, GO, MS, AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO, BA, CE, PE e RN.

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Estados com mortes em queda:

Sul

PR: -32%

RS: -23%

SC: -44%

Sudeste

ES: -16%

MG: -17%

RJ: -11%

SP: -25%

Centro-Oeste

DF: -7%

GO: -40%

MS: -20%

MT: -15%

Norte

AC: -20%

AM: -54%

AP: -64%

PA: -42%

RO: -35%

RR: -50%

TO: -28%

Nordeste

AL: +5%

BA: -43%

CE: -47%

MA: -7%

PB: +19%

PE: -59%

PI: +36%

RN: -23%

SE: +14%

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).

NOTÍCIA ANTERIOR:

Brasil chega a 150 mil mortes por Covid-19

Vinícius Lemos e Luis Barrucho

Da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres

Número real de mortes pode ser maior já que há subnotificação de casos no País

O Brasil ultrapassou oficialmente a marca de 150 mil mortos pela covid-19 no sábado (10/10), segundo o Ministério da Saúde. Mas, nas estimativas de especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, esse número já havia sido alcançado semanas atrás.

Eles assinalam que o país enfrentou, desde o início da pandemia, uma intensa subnotificação de casos e mortes por Sars-Cov-2, nome oficial do coronavírus.

A primeira morte confirmada pela doença é um exemplo das dificuldades relacionadas às notificações do vírus no país. A vítima, uma mulher de 57 anos, morreu em São Paulo em 12 de março, um dia após ser internada.

No entanto, somente mais de três meses depois, em 28 de junho, foi descoberto que ela havia sido vítima da covid-19. A informação, segundo a pasta, foi revista após exames laboratoriais. Até então, a morte de um homem em 16 de março, também em São Paulo, era considerada a primeira no país.

Assim como esse caso, milhares de pessoas também podem ter morrido em decorrência da covid-19 nos últimos meses, mas seus óbitos foram registrados por outros motivos, dizem especialistas.

Entre os indícios de subnotificações estão o aumento de mortes por causas respiratórias e a baixa testagem no país no início da pandemia.

Uma das expectativas é de que os números sejam atualizados futuramente, para que seja possível compreender a dimensão da pior pandemia da história recente — que já matou em todo o mundo, segundo dados oficiais, mais de 1 milhão de pessoas.

MAIS DE 150 MIL MORTES

Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que não há dúvidas de que o Brasil já ultrapassou a marca das 150 mil mortes por covid-19, ao menos desde o fim do mês passado.

"Com certeza já passamos dessa marca há algumas semanas. Um dos motivos, por exemplo, é o atraso de notificação. Em regiões mais afastadas, pode demorar mais de uma semana para que essas notificações cheguem ao Ministério da Saúde", explica o epidemiologista Márcio Sommer Bittencourt, pesquisador do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da Universidade de São Paulo (USP).

Os números encaminhados ao Governo Federal são levantados pelas Secretarias Estaduais de Saúde, que por sua vez dependem dos registros de casos e mortes divulgados pelos seus municípios.

Mas o atraso nas notificações de diversos cantos do país é somente um dos diferentes motivos por trás das dificuldades referentes aos dados de covid-19 no Brasil.

Bittencourt assim como outros especialistas ouvidos pela reportagem, relata que muitos pacientes com a covid-19 podem ter sido diagnosticados com outras enfermidades, principalmente no começo da pandemia.

"Se um paciente for internado no domingo e o médico achar que é pneumonia, o atestado de óbito dele estará como pneumonia. Ainda que possa ser covid-19, se não fizer o teste ou não apontar a suspeita, isso não vai ser informado nas notificações oficiais sobre o coronavírus", declara Bittencourt.

No início da pandemia, acreditam os especialistas, era mais comum que médicos descartassem a possibilidade de covid-19. Com o avanço do coronavírus pelo país, isso diminuiu.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA GRAVE

"Desde o início da pandemia, houve muito mais mortes por problemas respiratórios e pneumonia em São Paulo, por exemplo, que em comparação a anos anteriores. Não podemos garantir que seja apenas covid-19, mas é uma situação incomum e justamente na cidade em que houve os primeiros registros oficiais do vírus", comenta Bittencourt.

Dados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostram que óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não especificada totalizaram 57.292 até 3 de outubro.

Membro da equipe médica está ao lado de um paciente que sofre da doença de covid-19 na unidade de terapia intensiva do hospital Circolo em Varese, Itália, 9 de abril de 2020.

Segundo dados do Boletim InfoGripe, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 99% dos óbitos de SRAG com "resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório" são causados pelo novo coronavírus.

Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, afirma que uma das dificuldades para a notificação dos casos e mortes é o fato de o governo federal ter distribuído milhares de testes rápidos, "que têm baixa efetividade quando comparados com os testes moleculares (RT-PCR)".

"Há uma baixa confiabilidade principalmente no quesito falsos negativos", explica Alves.

"18 MIRLHÕES DE INFECTADOS'

Projeções da equipe liderada por Alves mostram que o total de infectados no Brasil já teria superado 18 milhões, quase quatro vezes o número oficial de 5 milhões.

As estimativas foram calculadas a partir de uma modelagem reversa, baseada no número oficial de óbitos do Brasil e na taxa de mortalidade da Coreia do Sul, ajustada para a pirâmide etária brasileira e para o tempo de internação médio entre a confirmação do caso e o óbito, de dez dias.

A Coreia do Sul foi usada como parâmetro porque é um dos países que mais têm conseguido fazer testes em massa. Sendo assim, sua taxa de mortalidade seria "mais confiável", ou seja, mais próxima da realidade.

Já em relação aos mortos, Alves calcula que o número de óbitos no Brasil já tenha ultrapassado os "200 mil".

Parte da explicação, segundo ele, se deve à "Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não especificada".

De acordo com o Ministério da Saúde, o termo aplica-se a "casos de SG ou de SRAG para os quais não houve identificação de nenhum outro agente etiológico OU que não foi possível coletar/processar amostra clínica para diagnóstico laboratorial, OU que não foi possível confirmar por critério clínico-epidemiológico, clínico-imagem ou clínico".

Alves supõe que a maior parte desses casos tende a ser de covid-19, mas que, por motivos diversos, incluindo falta de testagem adequada, não foi identificado como provocado pelo vírus.

MUDANÇAS DE CRITÉRIOS

Nos primeiros meses da pandemia, os casos de covid-19 eram confirmados somente por meio de exames laboratoriais.

No fim de junho, porém, o Ministério da Saúde definiu que também devem ser considerados como casos de coronavírus aqueles de pacientes com síndrome gripal ou SRAG que tenham tido contato próximo ou domiciliar com alguém que teve a covid-19, confirmada em teste laboratorial.

Pacientes com determinadas alterações em tomografias, que podem ser associadas aos danos causados pelo coronavírus, também passaram a ser considerados casos da doença.

As novas definições, segundo o Ministério da Saúde, foram criadas com o objetivo de facilitar o diagnóstico da covid-19 e diminuir a transmissão do vírus.

Por meio das novas definições, muitas regiões podem investigar casos ou mortes por coronavírus em meses anteriores.

Após as alterações dos critérios, Manaus (AM) reclassificou 345 mortes, ocorridas entre abril e maio, como covid-19. Uma das primeiras cidades gravemente afetadas pelo vírus no país, a capital fez uma força-tarefa que identificou mortes pelo Sars-Cov-2 por meio de análise de antigas tomografias de pulmões ou por critério clínico epidemiológico — quando o paciente teve contato com alguém infectado pelo vírus.

O sanitarista Christovam Barcellos, da Fiocruz, comenta que a limitação do diagnóstico da covid-19 a exames laboratoriais, no início da pandemia, impediu a descoberta de muitos casos da doença no Brasil.

"O sistema de saúde brasileiro é gigantesco. Então, a gente imagina que muita gente não teve acesso ao exame e, por isso, muitos casos de covid-19 não foram diagnosticados corretamente", diz o sanitarista.

Barcellos comenta que apesar dos novos critérios, o diagnóstico da covid-19 continua difícil em muitos lugares, principalmente em regiões mais afastadas ou mais pobres. "As pessoas precisam buscar um laboratório para fazer o exame de sorologia ou um serviço médico com bons equipamentos para fazer um exame de imagem de boa qualidade. Infelizmente, nem todos os lugares do Brasil têm isso", diz.

O sanitarista ressalta que populações rurais ou de periferias de grandes cidades costumam enfrentar mais dificuldades para serem diagnosticadas com a doença causada pelo coronavírus, por terem menor acesso a atendimento médico em meio à pandemia.

"Nos casos de morte, essas populações rurais ou mais pobres em geral sofrem ainda mais. O que a gente constatou é que muitas pessoas morreram sem assistência médica em casa, sem qualquer serviço de emergência", diz o especialista. "Essas pessoas que morreram em suas residências provavelmente não foram diagnosticadas com a covid-19, porque os corpos podem ter sido levados diretamente ao serviço de verificação de óbito, sem passar por exames laboratoriais."

Um dos Estados mais afetados logo no início da pandemia, o Amazonas teve o maior crescimento de mortes em casa: aumento de 149% em relação ao mesmo período do ano passado no período de 16 de março a 30 de abril, uma das fases mais agudas da pandemia na região, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil.

Também entre meados de março e o fim de abril, os números de mortes em casa cresceram em média 10,4% no país, conforme os dados dos cartórios.

"Muita gente pode ter morrido nessas regiões mais pobres e, oficialmente, os problemas respiratórios podem ter sido considerados a causa. Mas poderiam ser casos de covid", declara Barcellos.

PROJEÇÕES

Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil acreditam que se os Estados brasileiros reavaliarem casos antigos será possível, daqui a alguns meses ou anos, ter uma melhor dimensão das vítimas da covid-19 no país.

Professor titular de Clínica Médica da Universidade de São Paulo (USP), o epidemiologista Paulo Lotufo ressalta que inúmeros países tiveram dificuldades para notificações de casos de Sars-Cov-2, principalmente por se tratar de um vírus até então desconhecido.

"O coronavírus não preparou laboratórios e médicos. O que existiu foi um esforço imenso para fazer o melhor possível em todo o mundo", diz Lotufo. "Isso ainda contando com governos jogando contra, como o do Brasil", completa o médico, em referência à conduta do presidente Jair Bolsonaro, que por diversas vezes minimizou a covid-19 e as mortes causadas por ela.

Para Lotufo, os dados sobre a covid-19 no Brasil, desde o início da pandemia, devem ficar mais claros ao longo do tempo. "Quando falamos de mortos, o sistema ainda é incompleto, porque o sistema de mortalidade no Brasil existe há muito tempo para doenças crônicas, não para uma epidemia", declara o especialista à BBC News Brasil.

"Sabemos que não vamos descobrir todos (os óbitos por covid-19 que não foram notificados), até porque vários não têm a documentação necessária. Mas vamos ampliar bastante os números de casos descobertos. Aos poucos, vamos juntando as informações de vários dados (para chegar a números da pandemia)", acrescenta o epidemiologista.

Os pesquisadores avaliam que as subnotificações reduziram ao longo dos meses da pandemia, por meio de informações adquiridas sobre o vírus e com os novos critérios de definição sobre casos da doença. "Apesar de estarmos melhorando, nunca vamos conseguir chegar a 100% de notificação dos casos", opina o epidemiologista Márcio Sommer Bittencourt.

"Há várias coisas que impedem que todos os casos sejam descobertos, como possíveis falhas no material colhido nos exames e limitações de equipamentos em municípios do interior (como em casos de aparelhos para tomografias)", ressalta Bittencourt.

Em relação aos registros oficiais de 150 mil mortes em decorrência da covid-19, os especialistas consideram o fato como um importante alerta sobre as consequências da doença. "Esses grandes números são coisas simbólicas. Se temos 150 mil ou 160 mil mortos, as tragédias são grandes do mesmo jeito. O impacto de saúde é muito grande", declara Bittencourt.

Nas últimas semanas, dados oficiais têm indicado que, no geral, a curva de novos casos e óbitos no Brasil vem caindo - ainda que cada Estado ou região apresente realidades diferentes.

Mas Alves, do LIS, destaca que os números brasileiros ainda são preocupantes. "A sensação é que a epidemia já acabou no Brasil, ainda que nossos números, seja de casos confirmados ou de mortos, continuem em um patamar elevado - e muito acima do de países que estão reimplantando medidas de restrição neste momento", declara.

"Enquanto parte do mundo discute a retomada do lockdown ou já chegou a confinar parte de sua população por causa da segunda onda, aqui estamos falando de flexibilização", acrescenta Alves.

NOTÍCIA ANTERIOR

Covid-19: Brasil chega a 4,9 milhões de casos confirmados

Há 512.272 casos em acompanhamento e 4,2 milhões pessoas recuperadas do vírus

Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil - DF

O Brasil chegou a 4,9 milhões de casos acumulados de infecção pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram 26.310 novos registros confirmados de covid-19, totalizando 4.906.833. Até ontem, o número de casos da pandemia estava em 4.880.523.

Desse total, ainda há 512.272 casos em acompanhamento e outras 4.248.574 de pessoas já se recuperaram da doença. Os dados são do boletim do Ministério da Saúde, divulgado no início da noite de hoje (3). O órgão consolida diariamente as informações enviadas pelas secretarias estaduais de saúde de todo o país.

De acordo com o balanço, o total de mortes em razão da pandemia é de 145.987. Nas últimas 24 horas, as secretarias de saúde acrescentaram às estatísticas 599 novos óbitos. Outros 2.412 mortes estão em investigação.

Covid-19 nos estados

O Estado de São Paulo atingiu um milhão de infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Ao todo, o estado acumula 1.003.429 de casos confirmados de covid-19. Desses, 865.135 pessoas estão recuperadas.

De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, o total de mortes em São Paulo chegou a 36.136. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar na estatística com 18.749 óbitos, seguido de Ceará (9.050), Pernambuco (8.318) e Minas Gerais (7.569). As Unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (661), Acre (667), Amapá (715), Tocantins (966) e Mato Grosso do Sul (1.335).

Atualização do Ministério da Saúde em 3/10

Edição: Denise Griesinger

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Por G1
Com BBC News Brasil em São Paulo e em Londres

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Fabiano
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