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Leah Millis/Reuters
Protestos interrompem sessão do Congresso dos EUA para validar os votos do Colégio Eleitoral

07 de Janeiro de 2021

Manifestantes invadem o Congresso dos EUA

Protestos interrompem sessão destinada a validar votos do Colégio Eleitoral que garantem vitória de Joe Biden à Presidência do País

Manifestantes invadiram na tarde da quarta-feira (6/1) o prédio do Congresso dos Estados Unidos, rompendo as barricadas de segurança, no momento em que os parlamentares norte-americanos debatiam a certificação da vitória de Joe Biden à Presidência do país. O Senado e a Câmara, que estavam avaliando objeções à vitória do democrata, interromperam o debate de forma abrupta e inesperada.

Mais cedo, o presidente Donald Trump fez um discurso de cerca de três horas para a multidão na praça do obelisco de Washington. Ao discursar, Trump voltou a dizer que venceu as eleições. "Você não cede quando há roubo envolvido", disse ele. "Nosso país está farto e não vamos aguentar mais", acrescentou.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que presidia a sessão conjunta responsável por receber e confirmar os votos dos delegados estaduais nas eleições norte-americanas, publicou nas redes sociais uma carta em que afirma que não há precedentes legais e constitucionais para que ele “aceite ou rejeite os votos unilateralmente.”

“Dada a controvérsia das eleições neste ano, alguns acreditam que, como vice-presidente, é meu papel contestar os votos. Outros acreditam que os votos eleitorais nunca devem ser contestados em uma sessão conjunta do Congresso. Após uma análise cuidadosa da nossa Constituição, nossas leis e nossa história. Acredito que nenhuma das visões está correta”, afirma o documento.

Pence afirmou que é papel dos representantes eleitos (deputados e senadores) revisar e decidir disputas que contestem o resultado eleitoral, e que “nunca na história um vice-presidente usou de tal autoridade [a validação ou invalidação de votos].”

O republicano afirmou ainda que ouvirá as objeções e argumentos de deputados e senadores com diferentes visões sobre o resultado eleitoral, mas que manterá o protocolo previsto pela Constituição norte-americana de abrir e certificar as cédulas eleitorais dos estados.

MANIFESTANTE MORTA

De acordo com as agências internacionais, quatro pessoas morreram, 14 policiais saíram feridos e mais de 50 manifestantes foram presos, durante a invasão do Congresso dos Estados Unidos da América.

Entre as vítimas fatais estava uma mulher, defensora do presidente Trump, que morreu dentro do prédio do Congresso, atingida por um dos tiros disparados por militares que tentavam conter a invasão dos manifestantes.

Depois de contidos os protestos, a sessão do Congresso foi reiniciada e foi reconhecida a vitória de Joe Biden à Presidência do País. A invasão do parlamento norte-americano foi repudiada por chefes de estado e políticos de praticamente todo o mundo, menos pelo Brasil. Até a manhã desta quinta-feira (7/1), o presidente Jair Bolsonaro ainda não tinha se posicionado sobre o episódio que teve repercussão mundial.

*Com informações da Reuters e da redação do AA

Edição: Juliana Andrade

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Pedro Ivo de Oliveira
Repórter da Agência Brasil*

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