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Reprodução/O Globo
Edson Pujol, do Exército, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, da Marinha, e o tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica.

31 de Março de 2021

Comandantes das Forças Armadas deixam cargos

Saída de militares ocorre após troca do general Fernando Azevedo por Braga Netto, no Ministério da Defesa

O Ministério da Defesa anunciou na terça-feira (30/03) a troca dos três comandantes das Forças Armadas. O anúncio da substituição foi costurado pelo novo chefe da pasta, ministro Walter Braga Netto, e o seu antecessor, Fernando Azevedo e Silva, na tentativa de contornar o mal-estar para o Palácio do Planalto diante de uma possível renúncia coletiva do general Edson Pujol, do Exército, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, da Marinha, e o tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica.

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Na segunda-feira, os três comandantes decidiram entregar os cargos após serem surpreendidos pela demissão sumária do ministro da Defesa. A troca no comando da Defesa reflete o desejo do presidente Jair Bolsonaro de maior alinhamento político das Forças Armadas. Com a repercussão, Braga Netto e Azevedo agiram para ter um desfecho menos traumático para crise.

Em vez de um pedido de demissão entendido como uma resistência a Bolsonaro, interlocutores da Defesa alegaram que os cargos foram pedidos pelo novo ministro. A saída simultânea durante um governo dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica não tem precedentes.

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"O Ministério da Defesa (MD) informa que os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica serão substituídos. A decisão foi comunicada em reunião realizada nesta terça-feira (30), com presença do Ministro da Defesa nomeado, Braga Netto, do ex-ministro, Fernando Azevedo, e dos Comandantes das Forças", diz trecho da nota divulgada pelo Ministério da Defesa.

Segundo fontes do Alto Comando do Exército, a pressão exercida sobre as Forças Armadas era para que os comandantes demonstrassem mais fidelidade ao governo Bolsonaro e suas ações, e não por uma ruptura institucional. A tensão entre militares e o governo cresceu com o episódio. A avaliação é de que a atitude de Braga Netto irá determinar se a crise irá aumentar ou não de temperatura a partir de agora.

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Militares que integram o governo têm se esforçado para minimizar a repercussão e tentam dar um ar de normalidade à troca. Afirmam ainda que, independentemente de quais sejam os novos comandantes das Forças, eles atuarão para preservar Exército, Marinha e Aeronáutica como instituição de estado, blindando da influência política.

Para o comando do Exército o mais cotado é o general Marco Antônio Freire Gomes, atual Comandante Militar do Nordeste e ex-secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional no governo de Michel Temer. Entre militares ele é considerado moderado. O Alto Comando se reúne para indicar a Bolsonaro para indicar o substituto do general Pujol.

Na segunda-feira, Bolsonaro promoveu seis mudanças no seu ministério, entre elas a saída do general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, pasta à qual as Forças Armadas estão vinculadas. Para seu lugar, o presidente deslocou Braga Netto.

Jussara Soares, Natália Portinari, André de Souza
O Globo

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Fabiano
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